27.2.12

Das férias (IV)


Batu Caves / Thaipusam

As Batu Caves são um local de peregrinação e adoração hindu e estão localizadas nos arredores de KL (a cerca de 15kms do centro). Normalmente não tem grande atractivo, mas uma vez por ano ocorre o Thaipusam, o maior festival Hindu fora da Índia. E eu tive a imensa sorte de la estar a assistir. Mais de um milhão de pessoas, um assalto aos meus sentidos... Os cheiros, as cores, as impressões sensoriais provocadas pelas diversas manifestações de fé a que assisti são difíceis de descrever... Tal como alguns católicos, que se torturam como forma de se relembrarem dos sacrifícios feitos por Cristo em nome do homem, nomeadamente através da utilização do cilício, no Thaipusam via-se dezenas de pessoas com ganchos a perfurar a pele, onde carregavam cocos, limas, ou de onde saiam cordas que eram seguradas por outras pessoas que refreavam a marcha do "penitente". Outros tantos carregavam altares na cabeça que mantinham equilibrados através de ferros ou varetas que se espetavam no peito e costas. Outros ainda pareciam estar em transe porque tinham os olhos vidrados e revirados, línguas pintadas de vermelho sempre de fora enquanto transportavam oferendas (experimentem manter a língua de fora durante mais de 2 ou 3 minutos e ficam com uma ideia do quão difícil e fazê-lo durante horas a fio debaixo de 40 graus).Tirei umas fotos de revirar o estômago, mas ficaram perdidas algures no Bali quando roubaram o money belt da Sofia... Sei que passei la quase 4 horas debaixo de um calor monstro e quase não dei pelo tempo passar, excepto pelo cansaço emocional! Foi o festival de uma vida, uma experiência única e inesquecível.

















Das férias (III)


Malásia
Disseram-me que não valia muito a pena; que Kuala Lumpur não tinha nada de especial para além das Petronas e que se via em 2 dias. Fora de KL, só havia resorts. Não foi bem isso que encontrei... Achei os Malaios bem simpáticos, a utilização generalizada do Inglês facilita a vida enormemente, encontrei muita diversidade étnica, cultural e até fiquei com alguma pena de não ter tido mais uns dias para explorar os recantos menos explorados do País. E come-se lindamente, principalmente para quem tiver um estômago amigo de picante, como eu! Foi uma maravilha de picante ao pequeno-almoço, almoço e jantar...

Kuala Lumpur
É uma multiplicidade de cidades numa só. Tão depressa me encontrei numa NY (wannabee) como estava na India. Ou naquilo que imagino que seja a China. E numa esquina havia templos hindus e na esquina oposta mesquitas. E vi chinesas de lenços. Muitas raças e credos misturados numa cidade bastante desenvolvida, principalmente quando comparada com o resto da Malásia ( e os resorts de 5 estrelas nao contam). Merdeka Square, as Petronas, a zona dos centros comerciais, o parque das aves e o mercado de rua ao pé da KL Sentral são tudo paragens obrigatórias e que valem a pena visitar. Nada que não se consiga ver em 48 horas, acho que mais dias ficam melhor empregues indo explorar outras bandas.



















Das férias (II)

The good, the bad and the Ugly (na terminologia da I.(zzie))

The ugly:
O lixo. Nas praias, nas cidades, nas vilas. Ao lado dos melhores e maiores Resorts amontoa-se lixo às pazadas. Em algumas praias, é impensável entrar na água de tanto lixo que tem. E os areais. Uns de areia branca e outros de areia negra vulcânica pejados de detritos. Uma pena e uma dor de alma.

The bad:
A pobreza; inevitável e incontornável. Não tão mau como noutros países, mas ainda assim vê-se em todas as esquinas, se não se escolher ignorá-la. Está lá, à espreita em cada esquina.

Os corais mortos no Bali. Resultantes de pesca com dinamite. You read it right... quilos e quilos de coral morto nas praias. Um drama e uma tristeza. Um cenário que está a mudar graças ao esforço das escolhas de mergulho e snorkeling, que já perceberam que o potencial do turismo é muito maior do que o ganho com a pesca fácil. Segundo ouvi dizer, pagam aos pescadores para não usar dinamite.

A Andorinha ter perdido o money belt com o passaporte, cartão de crédito, carta de condução e o meu cartão de memória com as fotos dos primeiros 10 dias de viagem. Tudo se resolveu mas foi um stress que ambas tínhamos dispensado. 

The good:
A companhia: Os farrapos (quase) todos reunidos. Um pedido de casamento e grandes momentos de festa e convívio. 14 pessoas que conseguiram dar-se bem, não stressar, não entrar em conflitos ou mesquinhices. 14 pessoas verdadeiramente felizes por se (re)verem, por estarem juntas, por conversarem e aproveitarem o privilégio do reencontro do outro lado do mundo.

A Andorinha: Desde o filme da perda das coisas, ao cair 4 vezes em menos de 12 horas e ficar com o corpo feito num fanico, ao meter conversa com tudo o que mexe... Grande, grande companhia de viagem. Meio destrambelhada e taralhoca, alinha em tudo e, apesar de estar fora de forma, nunca diz que não ao plano ou ideia mais estouvada e vai a todas. Meteu-se comigo numa scooter (eu nunca tinha conduzido uma scooter com 2 pessoas) enquanto eu conduzia pela esquerda pela 1ª vez e num país de loucos ao volante sem se queixar, arrastei-a para o snorkeling que ela nunca tinha feito e adorou. Etc, etc, etc... 5 estrelas. Quase um mes de convivio diário e nunca me deu vontade de a lancar aos peixes! 

Os custos:
Viajar na Ásia é baratíssimo. Excluindo os voos, a vida por lá é mesmo económica. Gastei em 3 semanas o equivalente ao que gasto numa semana de férias na Europa. E fiz compras como se não houvesse amanhã...

A Ásia:
Mas esta parte tem de se lá ir em parcelas. E com fotos. A seguir-se assim que consiga (estes posts já estavam escritos).





Das férias (I)


Primeiro que tudo, o roteiro da viagem... 

Malásia: 
Kuala Lumpur e Batu Caves 2,5 dias
Malaca 2 dias
Langkawi 2 dias. 

Bali: 
Seminyak / Kuta 4 dias
Nusa Dua 2 dias
Ubud e Monte Batur 3 dias
Gilli Islands 2,5 dias~
Noroeste e Norte (Lovina e Pemuteran) 2 dias. 

Regresso a Kuala Lumpur para mais 1 dia. 

Mudanças de alojamento frequente, quase nada marcado excepto à chegada e um hotel xpto em Seminyak. Muito fazer e desfazer de mochila, muito improviso e go with the flow e algumas alterações de planos last minute. Muita mudanca de registo (de hotel 5 estrelas para hostel sem estrelas, de viagem a 2 para viagem a 14, de avião para scooter e carro, de praia a montanha a cidade) e de ambientes.

Foram 3 semanas que me pareceram 3 meses de tanto que fiz e de tanto que os dias renderam.

2.2.12

Até ao meu regresso!

Vou para as primeiras férias de 2012 e, confesso, tenho high expectations... ainda tinha 9 dias por gozar de 2011 e por isso.... vou agora gozá-los a todos e a mais uns poucos de 2012. Estarei de volta daqui a 3 semanas!


Deixo um teaser de por onde andarei. Envolve muito Island hopping.








1.2.12

Vik

Muito interessante!

Não foi uma exposição de fotografia habitual. este artista usa elementos «pouco usuais» e não nobres para a maioria das suas composições, e é isso que torna as fotos especiais. Não são os ângulos ou iluminação ou tratamento digital que as torna distintas, mas sim os materiais empregues.


 Foto de uma catadora de lixo. O quadro é todo feito à base de desperdícios (aka lixo) retirado da lixeira onde a senhora retratada vive/trabalha. Não se consegue perceber, mas há milhares de chinelos, sapatos velhos, pneus, arames, bidons e sacos na criação desta composição. E em nada a expressividade e emoção se perdem.


 Esta composição é toda feita em diamantes sobre um fundo negro. Foi patrocinada por uma sociedade de exploração de diamantes para um evento de beneficência.

 Idem


Detalhe de uma parte de um retrato do mapa-mundo feito exclusivamente com desperdício informático (o mapa ficou péssimo na foto que tirei com o telefone). Isto é a parte da América Latina...



Mais um pormenor de uma composição (com um tema bélico) todo composto de soldadinhos de plástico de brincar.


 Esta toda feita à base de brinquedos vários...

Estas todas são feitas com pedacinhos de papel (e ao fundo vê-se uma foto de um soldado - o tal feito com os soldadinhos de plástico em cima)


 Açúcar sobre fundo negro


 Mais lixo


 Mais açúcar


 Chocolate líquido


Fios de costura (não consigo endireitar a foto)



Fico com pena que uma exposição de fotografia estivesse tão mal iluminada (cheia de lâmpadas que provocam reflexos em vez de luz difusa) e que os vidros que protejam as fotos não fossem anti-reflexo, já que ou eu (e toda a gente) enfiava o nariz nas fotos ou via tudo cheio de pessoas e luzes e reflexos «dentro» e misturada com as fotos.

Mas gostei muito.